22
Set 08

Um dia Carlos de Oliveira escreveu assim:

 

"Para ti , meu amor, é cada sonho

de todas as palavras que escrever,

cada imagem de luz e de futuro,

cada dia dos dias que viver.

Os abismos das coisas quem os nega,

se em nós abertos inda persistem?

Quantas vezes os versos que te dou

na água dos teus olhos é que existem!

Quantas vezes chorando te alcancei

e em lágrimas de sombra nos perdemos!

As mesmas que contigo regressei

ao ritmo da vida que escolhemos!

Mais humana da terra dos caminhos

e mais certa, dos erros cometidos,

foste de novo, e sempre, a mão da esperança

nos meus versos errantes e perdidos.

Transpondo os versos vieste à minha vida

e um rio abriu-se onde era areia e dor.

Porque chegas-te à hora prometida

aqui te deixo tudo, meu amor|"

 

A vida deste blogue irá partir com as andorinhas. Como se fosse um ponto final.

Chegou a hora de partir. Partimos com as andorinhas. Embora já nem as andorinhas tenham pressa de partir.

Andorinha onde estavas tú?

publicado por carlosfreitas às 03:43

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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