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Set 08

Estava a ficar um pouco farto dos ditirambos de certa classes de bloggers que gostam de definir o que é um blogue ou o seu conceito. A liberdade das diferenças tipológicas é algo que nunca conseguirão entender, muito menos discutir ou pensar. De repente, solta-se a corneta, dou com esse triste espectáculo destas ditas esquerdas que resolvem fazer (outra vez) juras de aliança (eternas? ver-se-á) quando são apenas e só mais do mesmo. Assiste-se uma vez mais a essa dança eterna (retorno, será mais apropriado) do fazer de conta que se sai ou do fazer de conta que se saiu e agora se volta a entrar. O futuro, que já pouco com eles conta, dado o penoso caminho percorrido pelos diversos intervenientes, perdidos em volte-faces e flic-flac's em qualquer direcção, que até a mim, pessoa pouco calejada nestes assuntos, causam um certo enjoo. Tentando, a seu modo, condicionar uma perda que se revela imparável. Embora aparentemente adiada. Arrepia-me a falta de senso da nouvelle cuisine política, cujas ervas aromáticas pretendem como que disfarçar o odor a comida requentada. Dai que com humildade ofereça aos passantes um bolo de Ançã. Popular, de singelos ingredientes e simples confecção. No mínimo, comido com gosto, não costuma provocar indigestões. Dizia Brassens que "le temps ne fait rien à l'affaire / quand on est con, on est con". De fonte segura.

publicado por carlosfreitas às 00:00

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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