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Jul 08

 

 Não sei porquê mas admiro a ginástica acrobática das democracias. Apelido-os de regimes democráticos porque me lembrei da frase "orgulhosamente sós", assunto muito criticado por alguns dos democratas internos, estes assinalados aqui, sem pejo algum, como aqueles que neste momento preciso nos governam. Dentro todos os regimes conhecidos, como diz o cantor, é o melhor dos piores. Contentemo-nos. O pragmatismo, que rapidamente, apelidam de cooperação bilateral, diplomacia, etc. deixa a sua bela cauda de fora.  Coisa de somenos. Ora, assuntos que se criticam internamente mas que se admitem externamente, não estivesse aqui em causa esse mecanismo que os "obriga" a colocarem na gaveta os princípios da democracia, o petróleo (esse mesmo) e, dourando mais a pílula, a remota comunidade de ex-escravos fugidos das roças de café de São Tomé. Era em nomes destes, que fugiram, que se devia exigir a liberdade. Apenas pergunto, eu que não sou desta democracia, não entendem que com argumentos deste calibre e teor apenas relativizam muito do que se disse e escreveu sobre o fascismo português. E que também relativizam muita da oposição interna, os mortos pela liberdade, os inocentes considerados culpados. Que se esquecem dos gritos silenciados durante o nosso "bondoso" regime fascista. É uma inocente constatação. Feita aqui, como poderia ter sido feita ou escrita noutro local qualquer. Vou ali fechar a torneira da indignação e já volto.

À margem : Indignação que era para ser colada aqui, mas que resolveu democraticamente assinalar o porquê da sua existência desta forma.

publicado por carlosfreitas às 11:13

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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