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Jul 08

 

 

 

Quanto às medidas anunciadas informo que as mesmas são desproporcionais. A falência técnica e a insolvência geral congratulam-se com a propaganda. Apenas para recordar aos excelentíssimos socialistas que a medida dos passes escolares já existiu. Fizeram bem, passes de transportes públicos a metade do preço para os escolares é  boa medida, eleitoral, não para combater a crise. Esta tem as medidas exactas do desmesurado eleitoralismo. Senão vejamos, ao chegar anunciaram a crise, encontrados, que foram,  os cofres públicos, vazios. Em dois anos, retiram o país do propalado pantanal. Finalmente,  a crise, a verdadeira, como se o país não vivesse, em permanência, na corda bamba. Chegada, agora, por via burocrática e decretada pelo Mundo. Pergunto, aos meus botões, afinal em que mundo vivemos? Salazar, o intragável fascista, não fez melhor com os republicanos da Primeira República. O veros cultores da desgraça da Nação. Os únicos. Portugal era apenas e só país único. O que o rodeava, não existia. Salazar foi isso mesmo, mestre da nobre arte de prever acontecimentos, mestre na nobre arte de saber negociar com o mundo que o suportou, dado que poucos, muito poucos, tendo em conta o universo dos cidadãos portugueses, se manifestaram contra as suas políticas.  O amorfismo social foi sinal de decadência moral. Hoje, o que nos rodeia, só existe na medida exacta das conveniências. É a mesma coisa. Umas vezes mais amorfos, que outras. Eis então as medidas propaladas pelo poder democrático. Estou desolado com as reflexões, propostas, que por ai andam. Como não quero saber do último trabalho musical da primeira-dama francesa, nem da libertação da Bettencourt, das palavras, sobre a família, da ex- primeira dama-de-ferro portuguesa (seria de esperar outra coisa? Não se esqueçam que as medidas do Dr. Salazar ainda mexem connosco. Com muitos deles). As medidas actuais, menos duradouras, dado que amanhã já ninguém se recordará, esvoaçam nesta contingência. No fundo, é isso que se pretende. Pouca memória. Eis, uma medida certa. Em resumo, o alcance da fita métrica socialista não consegue abarcar as medidas do país real. Alguns embarcarão na atitude ilusionista do optimismo (o mundo das atitudes, é um espelho) e pensarão o contrário. Fica-lhes bem. Provávelmente. Apenas, e só, enquanto a anorexia monetária não for total, pensarão assim. É que a anorexia cultural há muito que chegou. Ou sempre existiu. Pensando bem. O drama do modelo é geralmente esse, o das medidas. E, nessa medida, os resultados do facilitismo verificado nos exames e as palavras da ministra da educação, e seus acólitos deixam muito para pensar.

publicado por carlosfreitas às 11:55

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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