09
Jul 08

 

 

Não vou perorar sobre as sardinhas, propriamente ditas. Para isso basta-me o excelente cartaz de Hugo Charrão.  Mas sobre essa inigualável frase "chegar a brasa à sua sardinha" colmatada com a necessária conclusão (precipitada, segundo penso) "atire a pedra quem nunca o fez" rematada com um "então, depois falaremos". Detesto filósofia (mal escrito, de propósito) popular. Sobretudo quando esta sabedoria gosta de transformar ignorância em filosofia. No dia em que a minha sardinha não mourejar nas mesmas brasas que as outras não serei eu. Mas isso não significa que, ao deparar-me com quem goste de se refastelar com as brasas todas para si, eu não lhe faça o mesmo. Até morrer estamos permanentemente a aprender. Lá dizia o outro. Por hoje chega...de sardinhas. É que, pergunto, como é que alguém que gosta das brasas todas para si, pode pensar em criticar alguém que também gosta do mesmo?

publicado por carlosfreitas às 15:11

eXTReMe Tracker
Carlos Freitas Almeida Nunes
pesquisar
 
pesquisar
 
arquivos
RSS
blogs SAPO