06
Jul 08

 

Foto sacada neste agradável local

 

As vadiagens virtuais de hoje, para além  de assunto que considero fundamental, em termos de futuro, relacionado com o forte interesse do consórcio político europeu em criar filtros no interior da internet, a reboque da luta contra a pedofilia, assunto que de certeza muitos partilham, embora não se concorde que a reboque de uma causa, a que poderemos chamar nobre, seja proposto e imposto o controle e vigilância sobre a rede. É que boa causa pode transformar-se em má causa, basta que caía nas mãos erradas. Ou se mudem as políticas. Ou os políticos. É que minimizar, ou debelar definitivamente, outros tipos de "danos" provocados pela existência da blogoesfera está a um passo destas políticas. A questão do anonimato como fuga a responsabilidades e a imposição do silêncio por qualquer tipo de poder (político, judicial) são ambas do mesmo foro. O anonimato protege, o político e judicial descrimina e protege. São casos e assuntos que em Portugal começam a prosperar. Não se defende o anonimato como forma de existência na blogoesfera. A máxima liberdade com a máxima responsabilidade não é mera questão ética. Sabemos que este é um país, outros, por essa Europa fora existem, onde não se podem tratar certos factos sem que os actores, não ripostem com a força policial ou da justiça para calar a denúncia. Sabemos que o anonimato permite igualmente levantar suspeitas onde não existem. O problema levanta-se quando existem, são reais, e se pretende que estas se calem, por todos os meios. Pode-se estar a coarctar a liberdade de dizer a verdade, de a pessoa estar a dizer a verdade. Antes de mandar calar, apure-se então a verdade. No entanto ambas as situações acontecem. Demasiadas vezes. Foi neste vaguear que descobri um outro blogue  que partilha no nome algo a que estas prosas se remeteram: a vadiagem nos assuntos e nas reflexões pessoais. Permitiu a descoberta, esse outro factor que considero como uma das grandes riqueza da rede, de uma personalidade humana que diz palavras assim : «Os muros não existem para nos conter. Os muros existem para conter as pessoas pouco interessadas. Para os empenhados, o muro é o sinal do seu empenho.». Continuemos então. A derrubar muros, saltando-os, ajudando a que sejam demolidos. Sendo na nossa pessoal perspectiva o caminho, escrevo, único para que se consiga viver com algum sentido. Continuemos a ser vadios com essa  rara substância que só o verdadeiro vadio possui: a liberdade. Mesmo sabendo que essa liberdade, inteira, não existe. E que as amarras que porventura nos impomos apenas sirvam para aportar em qualquer ignoto porto. Um nada que é nada, que nada é, mas que pode ser tudo. Vemo-nos por aí.

publicado por carlosfreitas às 13:20

"Mesmo sabendo que essa liberdade, inteira, não existe. E que as amarras que porventura nos impomos ......" Eu sei que não se deve fazer isto, transcrever frases ditas, mas estas frases puseram-me a pensar, e a imaginar que amarras é que te impedem de seres livre????
Tu, que até passas os dias num porto, não consigo entender porque te sentes amarrado. Queres um conselho de uma mulher que nada vale para os outros mas que para mim vale muito, EU, liberta-te meu amor, porque aqui nesta simples pessoa não existe nada onde possas prender amarras. Se não te sentes bem, voa, nada, liberta-te de mim e sê feliz. Sempre te disse isso e repito, sei que não és feliz e já te disse que não sou nenhum porto de abrigo, sou uma Mulher com defeitos e virtudes.
Ana
Anónimo?? a 8 de Julho de 2008 às 10:43

Escrevia eu sobre a liberdade geral, sobre a liberdade conquistada, de as pessoas denunciarem, sem vilipendiar o outro, sem necessitarem de o fazer de forma anónima, dado que era sobre isso que me manifestei aqui neste porto e de forma incógnita. Apenas e só. Dai que essa liberdade de que falo se baseia nesse porto de abrigo a que chamo responsabilidade individual. É sobre essa liberdade e responsabilidade individual que escrevi, sobre o que na minha pessoal perspectiva ela acarreta. E, aproveitando o barco que me ofereces-te Ó leitor/a ANÓNIMO, se conseguir ser livre de forma responsável não é por isso que serei mais ou menos feliz, dado que a felicidade é outra coisa, mas serei mais cidadão e senhor do meu pensamento. E na liberdade, e em liberdade, todos os defeitos e virtudes são sempre bem vindos. Fazem parte da liberdade. Bem hajas.
carlosfreitas a 9 de Julho de 2008 às 14:50

Bem haja para ti escrivão do prosas vadias. Falas bem e com palavras muito dificeis para um simples ser humano como eu.
Por isso fico sem palavras para puder conversar contigo, e como diz Rui Veloso quem não ouve a mesma canção ........ Paciência, a vida é feita de prosas de vadios de abelhas de ferrões, alguém há-de sobreviver.
Bem hajas
Anónimo?? a 9 de Julho de 2008 às 17:34

Gostei do escrivão do prosas. Realmente não sou mais do que um mero mangas-de-alpaca da blogoesfera. Desculpa se te tomei por desconhecido, dai que me desfaça em mil desculpas pelo facto, Ana.
O escribonauta canguinhas.
carlosfreitas a 9 de Julho de 2008 às 21:36

eXTReMe Tracker
Carlos Freitas Almeida Nunes
pesquisar
 
pesquisar
 
arquivos
RSS
blogs SAPO