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Jun 08

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O movimento em defesa da educação sexual nas escolas ou as organizações de homossexuais são exemplos apontados por Sérgio Vitorino como integrantes do "pensamento novo" que caracteriza os ideais feministas da actualidade.

Começo por escrever que reconheço mérito à reflexão. Embora, como se sabe, nela se assente apenas e só alguma das  elites intelectuais. A distância que normalmente separa as elites do vulgo é abismo. Resolver o paradoxo seria útil. Pouco acreditam nessa possibilidade. Destacar a frase, acima, permite realçar algo que sugere uma disparidade, de pensamento, a tender para a exclusão, quando devia ser inclusiva. Ou seja misturar educação sexual e organizações homossexuais como factores de um pretenso novo  pensamento feminista é lastimável. Mas elas é que sabem! A defesa da educação sexual nas escolas perde, com este discurso, numa sociedade pretensamente atávica, alguma eficiência na inclusão. Mas quem afirma o que afirma é que sabe. Embora discorde. Nem penso que o ideais feministas actuais passem por aí. Ou que liberdade de género tenha que ver, de forma única e exclusiva, com a mulher. Feminismo não é sexo ou género. É comportamento. Mulher e homem são sujeitos, de acção. Eis o pessoal vislumbre do retrocesso no pretenso progresso. Quando dito, ou pensado por homens, este "pensamento novo" parece-me bandalheira progressista.

publicado por carlosfreitas às 02:03

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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