19
Jun 08

 

 

Esta fotografia da velha alta por demolir da minha mui nobre cidade serve ela mesmo de elemento de transmissão da memória já  desfocada ou  literalmente esquecida.

Traz consigo e a propósito, agora em tom mais sério que o habitual do que por aqui se tem vindo a praticar, o surgir do  "Caminhos da Memória". Dado o necessário afastamento da nascença da coisa em si e não tendo necessidade alguma deste arremedo de chamada de atenção, aqui deixo para minha própria memória  o nascimento de um blogue  cuja  temática se deve saudar na blogoesfera portuguesa. 

Adam Schaff, perguntava se os historiadores mentem, respondendo  que  " Isto pode produzir-se quando perseguem fins extracientíficos e vêem na história um instrumento de realização de necessidades práticas actuais. Numerosos são os casos deste tipo, mas apesar da sua importância social e política, este problema é teóricamente desinteressante. (...) Os historiadores não mentem, se bem que sustentem discursos diferentes, por vezes mesmos contraditórios. Este fenómeno é simplesmente o resultado da especificidade do conhecimento que tende sempre para a verdade absoluta mas realiza essa tendência no e pelo processo infinito da acumulação das verdades relativas."  Acrescento que a memória é o que resta depois de por ela passar o tempo do esquecimento.  Sou suspeito em causa amada. Por isso convém lembrar.

publicado por carlosfreitas às 15:00

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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