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Jun 08

 

A Irlanda consegue resistir ao assédio das elites de Bruxelas, partidárias do sim e da exclusão do referendo. Respeite-se, discuta-se, mas não se ameace a democracia na Europa. Só posso pensar que se tal vier a acontecer seria péssimo para a ideia de Europa. O referendo devia ser a natureza do plebiscito no seio dos europeus. Analisarão o sentido deste não, conjugando-o com os pouco mais de três milhões de votantes versus os 448 milhões de europeus. Tenho uma certeza, baseada na recusa da possibilidade de manifestarem a sua opinião sobre o referido Tratado aos outros milhões, e é ela, essa recusa, que centraliza essa certeza. Se metade mais um tivesse votado a favor do Tratado, teríamos uma outra Europa. Assim, ao ficar refém de pouco mais de 3 milhões de europeus, que, recorde-se, foram os únicos que puderam livremente e democraticamente expressar a sua opinião através da figura do referendo, pergunto onde é que está o problema. A democracia é a expressão da vontade individual através do voto. Quando deixar de o ser teremos uma Europa unida e feita à medida dos eurocratas. São os povos, não uma outra entidade qualquer, que constroem a ideia de Europa. Muitos até podem nem saber o que isso é. Mas intuem que não é assim.

 

 

 

publicado por carlosfreitas às 18:08

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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