19
Nov 09

 

Lionel Trilling sobre Witttaker Chambers e a propósito dos intelectuais progressistas escreveu que estes "são fundamentalmente benevolentes e humanos, amavam os seus compatriotas em dificuldade muito mais do que poderiam amá-los na prosperidade."

 

 

Tony Judt, O Século XX esquecido. Lugares e Memórias

 

 

 

publicado por carlosfreitas às 13:29
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18
Nov 09
publicado por carlosfreitas às 19:26
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Eduardo Galeano

publicado por carlosfreitas às 14:43
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Indo eu, indo eu
A caminho de Coimbra
Ouvi o locutor da rádio
Ora zus truz truz...
Ora zás trás trás...
Ora agora apaga tu ,
Ora agora apago eu.
Ora arreda lá p’ra trás.
publicado por carlosfreitas às 14:24
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15
Nov 09

publicado por carlosfreitas às 13:14
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14
Nov 09

Não sei se alguém se apercebeu mas ontem foi sexta-feira dia 13. Cá por coisas o blogue pifou, o PC também, eu estou menos mal. Espero chegar a casa hoje, que já é sábado. Tenham uma boa vida e não acreditem em tudo o que lêem.

 

Mesmo que

os

olhos

vejam.

Há dias que não apetece estar a ler ou ouvir sempre sobre a mesma coisa. Não me apetece mergulhar na confusão. Aliás surgem coisas por aí sem dignidade absolutamente nenhuma. Umas mais que outras. Tornei-me numa pessoa com muita falta de pachorra. Deve ser da idade. Talvez seja.

 

 
publicado por carlosfreitas às 16:53
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12
Nov 09

 

 

"Week End" de Jean-Jacques Burnel - o líder dos Stranglers - aqui a solo, em 1988.

publicado por carlosfreitas às 14:55
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Podia até tentar compreender, aliás o tipo de acontecimento é vulgar lá fora, mas isso é apenas uma vulgaridade das imensas que acontecem lá fora. Cá dentro pergunto o porquê de se assistir à memória do António, neste caso trata-se das suas memórias,  vendidas em leilão. O António e as suas variações mereciam melhor destino. Isto é apenas mais um pequenino desatino num país pequenino que desenha apenas pequeninos rumos.

publicado por carlosfreitas às 11:38
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11
Nov 09

 

 

Erguem-se muros em volta do corpo, assim escrevia o poeta. Nasci em 1961 precisamente. Descobri o muro em 1974. Deixem-me aqui escrever que sempre fui comunista desde que me conheço. Embora não seja parte integrante, nem me inclua, nem pretenda vir a fazer parte de nenhum partido com esse nome. Sou comunista por utopia. Pormenor que talvez tenha que ver com a minha essência utópica e voluntarista. Porque o comunismo faz parte disso mesmo: da utopia humana. Nem creio, não acredito, como muitos outros a quem fizeram crer, que o comunismo tenha alguma vez existido ou exista seja onde for. Compreendo que a essência do humano é incapaz de conseguir atingir a perfeição. Somos a base de sociedades que tem a sua essência no célebre "Contrato Social" de Thomas Hobbes, assente na eterna dualidade: poder e logro (ou se quisermos calculismo). Facto que implica uma visão distorcida da moralidade (ou da realidade se quisermos) concebida através ou por estranhos. Aceitamos, deste modo, determinadas limitações à nossa própria liberdade em troca da segurança. Poderão dizer que de outro modo não poderia ser. Aceito. Mas se atentarmos nas bases desse contrato social estas permitem observar, de forma profunda, o que é a natureza humana. Olho assim para os muros como uma consequência do humano e não como uma consequência de determinada ideologia. Como historiador não posso deixar de me interessar pela ex-R.D.A, facto que resulta da perspectiva conjuntural que implica perceber as consequências (políticas sociais e económicas) do desaparecimento de um país. Por outro, e enquanto tal, compreendo a onda nostálgica que perpassa entre muitos cidadãos da ex-R.D.A. A beleza que podemos encontrar no filme "Good Bye Lenin" representa isso mesmo: a nostalgia de um mundo, complexo, que desaparece, de forma brutal, debaixo dos nossos olhos, ditando o fim de uma guerra a que chamaram "fria", embora resultasse da fusão atómica. Sentimento esse, provavelmente de cariz nacionalista, que terminará com o desaparecimento das gerações que sob ele viveram e nasceram. Por outro lado enquanto pessoa não nutro nenhuma simpatia pelo antigo regime político da Alemanha Oriental, sendo precisamente a mesma que nutro pelo da Ocidental. Mas um pouco desta pretensa filosofia, como alguns lhe podem chamar, não mancha a necessidade do fim ou da queda ou ainda (se quiserem) do "empurranço" daquele muro. Outros, entretanto, foram sendo erguidos (o muro em Cuba, Nicósia-Chipre, Botswana-Zinbabwe, India-Paquistão, Israel-Palestina). Dessa percepção resulta a crença de que erguer muros ou derruba-los é uma questão semântica quando reflicto sobre os milhões de humanos anónimos que sofrem (ou sofreram) as consequências da construção ou derrube de muros. Sejam estes quais forem. Após a queda do Muro de Berlim surgiram mais 18 milhões de novos consumidores. O que permite pensar a sua queda sob outros pontos de vista igualmente interessantes.

publicado por carlosfreitas às 16:02
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10
Nov 09

 

Para quem não saiba os barcos também se abatem. Morrem e são enterrados em cemitérios que podem ser encontrados um pouco por todo o lado junto às cidades portuárias. Mostramos um desses cemitérios na Figueira da Foz, desencantado pelo olhar do "shipspotting" e fotógrafo figueirense João Viana. A sua fotografia mostra em primeiro plano a "campa" onde jaz a antiga piloteira "Coutinho Garrido". Esta embarcação esteve ao serviço da corporação dos Pilotos da Barra da Figueira da Foz durante boa parte do século XX. Ultrapassada a sua época esta lancha-piloteira, assim é designado este tipo de embarcação que transporta os pilotos da barra a bordo dos navios comerciais que pretendem demandar o porto, fornecendo todas as orientações para as manobras de passagem da barra figueirense, zelando igualmente pela segurança da navegação no interior do estuário, por vezes, e isso verificou-se em muitas ocasiões, esta serviu também como rebocador, acabou por vir morrer aqui. Ostenta (ostentava) o nome de um prestigiado oficial da Marinha portuguesa, encontrando-se no estado de conservação que se pode observar. Aguarda, muito provavelmente, que o camartelo do progresso avance na margem sul do Mondego. Raras são as cidades que ostentam vestígios do seu passado recente que não procurem preservar. Algumas cidades contudo deixam morrer esse património identitário. A Figueira da Foz é uma delas. Cidade pobre em monumentos deixa morrer pequenas jóias que podem (e deviam) ser reabilitadas, contribuindo deste modo para a preservação da memória de uma das instituições mais importantes localmente: o seu porto. As novas gerações figueirenses desconhecem a história e significado do porto da cidade onde crescem e vivem muito por culpa deste enorme descuido na preservação do seu património físico. Os barcos são parte integrante da paisagem local, da história e memória figueirense. A "campa" da "Brito Garrido", mostra que esta se salvou, até hoje, de ir parar à sucata. Talvez algum estranho designio a tenha enviado para este cemitério à espera de ser ressuscitada. Quando?

publicado por carlosfreitas às 21:16
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Carlos Freitas Almeida Nunes

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